quinta-feira, 3 de novembro de 2011


“, porém o Sr. José não consegue se libertar de uma ideia fixa, a de que mais ninguém, a não ser ele, poderá mover a derradeira pedra que ficou no tabuleiro, a pedra definitiva, aquela que, se for movida na direcção certa, virá a dar sentido ao jogo, sob pena, não o fazendo, de o deixar empatado para a eternidade. Não sabe que mágico lance será esse, se aqui se decidiu a passar a noite não foi por ter esperança de que o silêncio lho visse segredar nem que a luz da lua amavelmente lho desenhasse entre as sombras das árvores, está apenas como alguém que, tendo subido a uma montanha para alcançar as paisagens de além, resiste regressar ao vale enquanto não sentir  que nos seus olhos deslumbrados já não cabem mais vastidões.”
js

segunda-feira, 19 de setembro de 2011


tive um sonho, ou não sei, mas ao despertar, ainda no sair do breu da sonolência, naquele tênue momento em que a fantasia dá lugar à lucidez, que abandona, ou vice versa, que elas se separam fato é, ouvi pássaros em harmoniosa sintonia de canto, talvez de paixão, esse sorriso, talvez